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19 de ago de 2012

SBT conversa com os pais das crianças de Carrossel:


Henrique Stroeter já está acostumado com a cena. Quando coloca o pé na rua, vira o “pai do Jaime” e a frase que mais ouve é “por favor, não brigue com o gordinho”. Seja pelas confusões, travessuras ou notas baixas, não deve ser nada fácil ser o pai da Maria Joaquina, do Cirilo, do Jaime, do Mario, da Valéria e da Carmen. O site do SBT conversou com os atores que interpretam os pais das crianças de Carrossel para descobrir de onde veio a inspiração para compor seus personagens, além da repercussão da novela nas ruas.

MARCELO BATISTA é o José Rivera, o pai do CIRILO
Inspiração: minha grande referência é a ótima relação que tenho com meu sobrinho Hanry, de 3 anos. Filho do meu irmão, o garotinho lembra muito o jeito, a doçura e a simplicidade do personagem Cirilo. Confesso que já até ensaiei algumas cenas importantes com ele.
Na rua: fico muito feliz com a abordagem das pessoas. Quase todo mundo fala que “meu filho” é maravilhoso, um menino lindo. Engraçado esta confusão que o público faz entre ator e personagem. Fico feliz! Para mim, é sinal de que a novela está indo muito bem.

MARCELO CUNHA é o Ricardo Ferreira, o pai da VALÉRIA
 
Inspiração: meu sócio Júlio César Reis foi minha grande inspiração, além de sua relação com a esposa e a filha. Minha convivência com a Maisa, a Valéria, que trata todas as cenas com carinho, e também com todo o elenco infantil, atiçou minha vontade de ser pai.
Na rua: Nos próximos capítulos, o Ricardo vai ganhar maior visibilidade na novela. A família da Valéria vai passar por dificuldades financeiras e também tentará adotar uma criança.  Acredito que a partir daí as pessoas deverão me abordar mais nas ruas.

HENRIQUE STROETER é o Rafael Palillo, o pai do JAIME
Inspiração: como ainda não sou pai, tirei a inspiração do próprio texto, da descrição da personagem e emoção de cada cena. Sempre fui fã do Rafael Palillo. Adorava o trabalho do ator (Arturo García Tenório) que o interpretava na versão mexicana de Carrossel.
Na rua: já sou conhecido como “o pai do Jaime”. É só eu colocar o pé na rua que escuto: “por favor, não bata no Jaime”, “não briga mais com ele”, “cuida nem do gordinho”. Fico extremamente feliz com esta confusão. É um grande privilégio para mim ser o pai dele.

FÁBIO DI MARTINO é o Miguel Medsen, o pai da MARIA JOAQUINA
Inspiração: sou muito observador. Presto muita atenção no que ouço, vejo e sinto. O Dr. Miguel surgiu de minha própria criação, de coisas que vivi no passado e de minha relação com meus próprios filhos, além de situações do cotidiano, que me inspiram.
Na rua: as pessoas pedem para eu dar umas palmadas na Maria Joaquina. Certa vez, um casal veio falar comigo. A esposa fez inúmeras perguntas sobre a menina e o marido terminou a conversa dizendo que eu era “muito mole”. Reflexo do bom trabalho de todos!

DANIEL SATIXE é o Frederico Carrilho, o pai da CARMEN
Inspiração: infelizmente, a situação do Frederico, pai da Carmen, está nos jornais e na TV. Gente com problemas financeiros, de auto-estima e no trabalho é o que não falta. Conversei com gente que estava nesta situação, para saber suas reações diante das dificuldades.
Na rua: sou muito criticado pelo Frederico ter abandonado seu lar. As pessoas pedem para que ele volte para a família. Fico muito satisfeito com esta reação, as pessoas se importam com a união.

ITHAMAR LEMBO é o Germano Ayala, pai do MARIO
Inspiração: procurei observar a descrição do personagem feita pela Íris, autora da novela. Gosto de trabalhar na intuição e interagir com os colegas. Tenho grande sintonia com a Nábia Vilela (madrasta Natália), com o Gustavo Daneluz (Mario) e até com o Rabito.
Na rua: tem muita gente enfrentando o mesmo problema que o Mário, de ter um pai extremamente ausente. As pessoas comentam comigo a relação do menino com a madrasta e me dão conselhos que, se eu resolvesse seguir, a novela não poderia mais ser infantil.

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